AteusBr é um tributo aos visionários que tentaram libertar a humanidade da escravidão religiosa. E o "Livro mestre" dos ateístas.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Vira essa boca pra-lá

Pelo fato das convicções dos crentes não serem uma opção voluntária, mas sim, um comportamento determinado pelo inconsciente dos místicos. E que faria com que os fatos contrários à fé, sejam torcidos, a fim de dar lugar aos dogmas.
Sempre que a verdade é tão terrível que a mente não suportam conhecê-la. O homem comum, por alguma fraqueza congênita dos indivíduos emocionais, faz de conta que aquilo que o incomoda não existiria ou não poderia sequer ser debatido.
Os místicos já impuseram que, “religião não se discute”. Que não temos a liberdade de expressar certos pensamentos. E que nem mesmo temos o direito de os ter...
Pois a Igreja estabeleceu seu domínio político, intelectual, religioso e material sobre o mundo, usando o estratagema de proibir o conhecimento e de controlar as atividades artísticas literárias e científicas da época.
Todavia, mesmo os dependentes psicológicos sendo uma máquina de repetição inconsciente, programada para passar a vida repetindo as mesmas tarefas. Pois o cérebro dos crentes é um gigantesco arquivo de argumentos (fantasiosos), sobre a vida e a existência desse personagem. E é bastante comum que os crentes, os místicos e os emocionais, se deixem parasitar pela crença em algum deus; pela música, pelo sexo, por alguma superstição, por determinadas bebidas, pelo fumo, por algum vicio, por algum comportamento compulsivo, pela boêmia ou por alguma religião.
O prazo de validade da fantasiosa estória de Jesus, já estaria preste a se esgotar. Já que Jesus é apenas o “deus virtual” dos que não desejam saber a verdade. E se recusam acreditar nos conhecimentos que estão sendo mostrados pela ciência.

Javé seria o autor da bíblia?

Já lhe ocorreu que a bíblia não é a palavra de algum deus ou mesmo uma coleção de escritos inspirados pelo “espírito santo”, mas sim, um produto da atividade humana, repleto de erros, fantasias, absurdos, falsificações e plágios?
Quem escreveu a bíblia não foi deus ou o espírito santo... Mas sim gente de todas as classes, unidos na preocupação de transmitir fé, justiça, amor, fraternidade e fidelidade ao povo, a fim de que não houvesse mais nem opressores nem oprimidos.
Muitos colaboraram para que a bíblia fosse escrita, mas cada um do seu jeito, pois todos foram professores e alunos, uns dos outros.
Como a bíblia poderia ter sido inspirada pelo “espírito santo” (João 17,2), ou ser a palavra de deus... Se ela própria se contradiz. È incoerente. Está repleta de alucinações, falsificações e explicações mágicas. Não está de acordo com alguns fatos. Tem erros grosseiros de geologia e de astronomia. E contem absurdos que faziam parte da ignorância existente na época em que a mesma foi forjada.
Por que os que “escreveram” sobre a orientação do espírito santo, não tiveram noção da magnificência do Universo? Ignoravam as Leis naturais. Tiveram que adaptar os escritos bíblicos a passagem do tempo. Cometeram erros grosseiros. E só puderam contar com os parcos recursos existentes no local e na época em que a bíblia foi inventada?
Caso você defende que a bíblia foi escrita por intermédio do espírito santo... Explique por que, até o Século XIV, todos os que “falaram” em nome de d´us, desconheciam que a Terra gira em volta do Sol. E não sabiam que a Terra não é o centro fixo do universo (o chão, a “terra”), mas apenas uma pálida mancha azul na vastidão de um espaço incomensurável.

Até hoje só ouvimos a suposta versão de deus

O escritor inglês Samuel Butler 1835-1903, nós alertou que a bíblia é uma sinopse terceirizada da versão de deus. Que até agora só ouvimos a versão de uma das partes. E que como só conhecemos um lado da estória... Estamos medindo pelos valores que nos foram impingidos.
Embora os que nos contaram a estória de Jesus por um único lado, acreditem que não estariam fazendo nada errado. E que não estariam sendo desonestos. É evidente que das tolices, fantasias e mentiras inventadas pelos que fabricaram as escrituras sagradas, jamais surgirá à verdade sobre a origem do Universo ou o surgimento da vida, pois os ensinamentos religiosos seriam versões absurdas e fantasiosas de um passado que não evoluiu.
Como a meta dos lúcidos não seria a de ser um simples escravo do senhor, mas, a de ser feliz. Adquirir conhecimentos. Descobrir os segredos da natureza. Decifrar os mistérios da vida. E entender a Evolução. Ao se libertar das superstições e credos zelosamente distorcidos, os desbravadores da mente humana poderiam dar um salto inimaginável, já que bastaria fazer um bom uso das possibilidades que temos, para que nos transformemos no amo e senhor do nosso próprio destino.

Todo conhecimento do mundo estaria na bíblia?

Se a bíblia é “a maior fonte que pode ser pesquisada”. E é o “mais completo arsenal de conhecimentos de todos os tempos”.Explique por que os religiosos ignoravam que a Terra giram ao redor do seu eixo e em volta do Sol? E não sabiam que a Via Láctea está sendo sugada por algum Buraco negro, que por sua vez, também é atraído por um grande atrator.
Por que a bíblia sustentou por mais de 4.000 anos que a estória da criação divina seria verdadeira? Mentiu que toda cronologia, astronomia e geologia existente na bíblia estaria de acordo com os fatos. Mentiu que a bíblia é absolutamente certa. Mentiu que a bíblia não tem nenhum erro. E porque a “profecia” sobre a destruição de Jerusalém, afirmando que ali não ficaria pedra sobre pedra, só foi colocado nos evangelhos, depois do ano 50 d.C.? Ou seja, depois que a tragédia já se tornara um fato.

O cristianismo plagiou outras religiões

Além das “explicações” dadas pelas seitas religiosas serem inconsistentes, absurdas e se aporem aos avanços científicos. Pois a fé e a razão são dois pólos contrários e que se digladiam. As versões religiosas impedem que as massas questionem o que lhes é imposto. Não corresponde à verdade do mundo real. E pode ser contestada, repensada ou substituída por alguma idéia nova; que também poderá estar errada ou incompleta.
Para dar credito as lendas polvilhadas de erros e absurdos. E no intuito de transformar falácias religiosas em pseudas-verdades, usaram-se jargões como: “em nome de Jesus”. “Segundo fulano”. “Conta-se que”. “Dizem que”. E o “sabe-se que”. Pois os “livros sagrados” estão recheados de mentiras e de meias-verdades. Que foram misturadas com fatos reais e com alguns relatos de má fé.
Todavia é comum que os místicos não se importem em desperdiçar seu tempo e recursos, com fantasias onde a realidade é cuidadosamente disfarçada, pois eles necessitam acreditar em explicações mágicas. E jamais questionam os fantasiosos argumentos emocionais que lhes são apresentados, em oposição aos argumentos intelectuais.
A diferença suprema entre as superstições e a ciência seria que a ciência por se basear nas Leis de causa e efeito e saber que tudo tem alguma explicação, não acreditaria em “milagres” ou em estórias sobre seres fantásticos que mudaria as Leis do Universo, segundo os seus caprichos e vontade, apenas para policiar, punir ou recompensar os humanos.
Embora a ciência e a religião tentem explicar o milagre da vida e o que se passa... Entre ambas existe uma contradição fundamental e irreconciliável, pois enquanto as jurássicas religiões não têm nenhum compromisso com a verdade. E afirmam que as palavras do seu fundador seriam sagradas e inquestionáveis. A jovem ciência não aceita uma verdade fechada. Apostar que o conhecimento é um poder universal que se renova. Ensina que, existe explicação para tudo. E acredita que a razão e a ordem reinam no Universo.